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Publicado em: 13/01/2011
Tursimo: "Allure of the Seas" o maior navio temático do mundo! O Jornalista Roberto couto conta sobre sua viagem no Allure of the Seas: Allure of the Seas, o maior navio de passageiros do mundo e que começou a singrar os mares no fim do ano passado – ele divide o título com o irmão gêmeo Oasis of the Seas. Com 20 andares, 16 deques de circulação, 225,2 mil toneladas e capacidade para 5,4 mil passageiros, o novíssimo meganavio da Royal Caribbean é muito mais do que uma interminável lista de números. Na verdade, ele deve ser encarado como um parque temático flutuante, onde é possível se divertir, durante sete dias (o período dos roteiros pelo Caribe), literalmente sem por os pés em terra firme. Mas antes de descobrir todos os atrativos do Allure, era hora de me acomodar. Logo após fazer o rápido e descomplicado check-in, ainda no terminal de embarque, lá fui eu em busca da minha acomodação (ao todo são 2.706 cabines). De posse do cartão magnético, que serviria como chave e para pagar despesas extras, atravessei a passarela que dá acesso ao navio e segui para a minha cabine, a 325 (deque 9). Lá, boas surpresas: além da cama de casal e uma ampla varanda, muitos itens de conforto, como tevê de LCD, teclado para acesso a internet (pago), mesinha de trabalho e um sofá – tudo sem aperto (inclusive, o bem equipado banheiro). As cabines comuns (com ou sem sacada) têm entre 14 e 17 metros quadrados. Quem quiser mais espaço pode optar por configurações bem maiores, inclusive as exclusivas suítes de dois andares. A Royal Loft Suíte, por exemplo, tem 141 metros quadrados e conta com piano, sala de jantar e jacuzzi privativa. Devidamente instalado, era hora de iniciar minha incursão pelos meandros do Allure. Como minha cabine ficava na popa, não resisti em, inicialmente, percorrer todos os 360 metros de comprimento do gigantesco transatlântico que me levariam à proa. Foram exatos 15 minutos (reconheço que perdi algum tempo, lendo as indicações e o mapa que ganhamos na hora do check-in) até chegar à outra ponta. Depois, comecei a explorar os deques de cima para baixo e aí, sim, entender porque o navio é realmente um parque temático. Lá no alto, mais precisamente no deque 15, estão reunidas algumas das principais atrações da embarcação. Percorrendo todo aquele nível, a partir de popa, é possível relaxar no Solarium, uma espécie de lounge com espreguiçadeiras e quatro hidros (duas delas suspensas, com vista para o mar); curtir as quatro piscinas (adulto e infantil, também com um mar de espreguiçadeiras); e se divertir, já na popa, na quadra esportiva, no campo de minigolfe, na tirolesa e no Flowrider, um divertido simulador de surfe, em que a pessoa tenta equilibrar-se em cima de uma pranchinha. Alguns deques abaixo, outro espaço feito para encantar os passageiros, o AquaTheatre, localizado numa área na popa denominada Boardwalk. Com uma piscina de 9 metros de profundidade, o anfiteatro recebe espetáculos aquáticos (Let You Entertain Me e OceanAria), que misturam acrobacias e saltos mortais. É também nesta parte do navio que estão as duas paredes de escalada, que contam com monitores para auxiliar crianças e adultos; e um belo carrossel. Descendo mais um pouco, mais precisamente ao deque 5, era hora de conhecer o Amber Theater, o principal teatro do navio. Com capacidade para 2.160 hóspedes, o espaço tem em cartaz dois espetáculos, o musical Chicago e o show Blue Planet, que impressionam pela qualidade e disposição do elenco, que é o mesmo para as duas produções. O navio conta ainda com outros programas para curtir a noite, como apresentações de comédia stand-up, shows de patinação no gelo e uma série de boates com festas temáticas e boa música. Também não faltam lojas, bares e cafés (inclusive, o primeiro Starbucks em alto-mar), muitos reunidos no Royal Promenade, uma “rua” que acaba servindo como coração do navio (todo mundo passa por lá) e onde são realizadas as paradas diárias com personagens do estúdio DreamWorks, como Shrek, os pinguins de Madagascar e o Kung Fu Panda. Entre os bares, o mais inusitado é, sem dúvida, o Rising Tide, um bar-elevador (que lembra uma nave espacial), que vai do Royal Promenade até o Central Park, outro impressionante espaço, pois é um verdadeiro parque em alto-mar, com 12 mil plantas (inclusive, árvores) e cheio de restaurantes. É o local ideal para relaxar, tomar um café e ler um livro. Nessa mesma área também está a primeira loja do artista plástico Romero Britto em um navio. Assim como no quesito diversão, monotonia passa longe do Allure quando o assunto é opções gastronômicas, que vão de cachorro- quente a sofisticados pratos internacionais. Café da manhã, almoço e lanchinhos estão incluídos em diversos restaurantes, cafés e quiosques. E os cardápios são muito fartos. Já o jantar está incluso no restaurante principal (o Adagio), no bufê Windjammer Marketplace (ideal para refeições a qualquer hora do dia) e na Sorrento’s Pizzeria. Em outros restaurantes, é preciso reservar e pagar à parte para jantar. Mas os preços não são salgados. O menu degustação do classudo 150 Central Park custa US$ 35 por pessoa. No Samba Grill, com pretensões a ser uma churrascaria brasileira, o jantar sai por US$ 25 por passageiro; e, na tratoria Giovanni’s Table, US$ 15 por pessoa. Já na disputada lanchonete Johnny Rocktes, paga-se US$ 3,50 para saborear à vontade generosas porções de anéis de cebola crocantes e muitos milk-shakes. Vale lembrar que bebidas alcoólicas são cobradas à parte em todo o navio. Talvez o leitor se pergunte por que esse jornalista ainda não começou a descrever como é o roteiro do Allure of the Seas pelo Caribe. Infelizmente, não será nessa reportagem. Nossa viagem foi, na realidade, uma pré-estreia do navio. Foram exatos quatro dias a bordo, circulando pela costa de Miami, tendo apenas o mar como coadjuvante. Taí um bom pretexto – seja para este jornalista ou para o leitor – planejar uma próxima viagem no gigante dos mares.
Fonte: Gazeta do Povo |








